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terça-feira, 31 de julho de 2012

Entrevista - Karine de Oliveira


"Gostamos daquilo que dominamos e entendemos. Ninguém vai a uma galeria ver os quadros de Picasso sem entender um pouquinho ou procurar aprender algo a respeito. O conhecimento gera esta mudança no gosto. Todo mundo deveria ter acesso à oportunidade de ouvir boa música, assim como as pessoas estudam português e escolhem um bom livro."


Foto: Emerson Mordente
Karine de Oliveira, de 35 anos, é musicista e violinista. Nascida em Sete Lagoas, foi para Contagem aos três anos. Há cinco, ela e o marido, o maestro e trompetista Joanir Oliveira, se mudaram para Sarzedo, a convite do prefeito da cidade para gerir a orquestra municipal que, na época, estava nascendo. Atualmente, Karine é Diretora Musical da Orquestra de Cordas de Sarzedo. Graduada em Música – com ênfase em Educação Musical, pela Universidade Federal de Minas Gerais desde 2009, ela começou a estudar ainda aos seis anos de idade. Mãe de Karoline (17) e Gabriel (07), Karine se multiplica para exercer todas as atividades. Além da Orquestra de Sarzedo, é violinista e chefe de naipe da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais. Atuante no mercado de música em eventos desde 1993, fundou, há meses, a Musicalità, empresa especializada neste tipo de serviço, onde Karine é o primeiro violino do Quarteto de cordas. Ela também está na equipe da Fábrica de Artes, como Coordenadora das Cordas e Orquestra, um projeto da Igreja Batista da Lagoinha e do Ministério Diante do Trono, que começa neste mês de agosto.

Ainda na adolescência, Karine ingressou no Conservatório de Música da UFMG para estudar teoria musical e seguir carreira como pianista, mas um acidente a fez mudar de instrumento. “Comecei a estudar violino em um mês de julho e fiz a prova do conservatório no final do mesmo ano e passei. Hoje o piano é um hobby...”, explica. Além do projeto da prefeitura de Sarzedo, ela tem alunos particulares e faz preparação para provas e concursos de jovens profissionais, como músicos que queiram prestar concurso para orquestras sinfônicas. É professora desde os 12 anos.

Mesmo com um currículo vasto, Karine continua estudando. Perfeccionista, toca também um pouco de viola e fez algumas aulas de violoncelo para ter respaldo para trabalhar com orquestra.
Entre tantos deveres, Karine conversou comigo sobre vários assuntos relacionados à música clássica, música nas igrejas cristãs e falou sobre a carreira.

A seguir, a entrevista dividida em tópicos.